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Usina de carvão desativada reabrirá para minar criptomoedas

Usina de carvão desativada reabrirá para minar criptomoedas

Construção de centro de blockchain dentro da usina a carvão na Austrália fornecerá eletricidade barata para aplicações de blockchain

Uma usina a carvão fechada no Hunter Valley, na Austrália, a cerca de duas horas de carro ao norte de Sydney, está reabrindo para fornecer energia barata aos mineradores de Bitcoin.

Uma empresa de tecnologia chamada IOT Group fez uma parceria com a companhia de energia local para revitalizar a usina e configurar operações de mineração de criptomoeda, chamadas de Blockchain Operations Center ou Centros de Operações de Blockchain, dentro dela.

Isso daria ao grupo acesso direto à energia a preços de atacado, evitando custos adicionais de captação, transmissão e de conexão com postes e fios.

Entende-se que a proposta de desenvolvimento de dois hectares poderia reduzir os preços da energia em até 20%. “O consumidor médio paga cerca de 28 centavos de dólar por kWh (quilowatt/hora). Com esta proposta da empresa IOT Group, o preço reduz de 8 centavos para 5 centavos de dólar no período noturno”, disse a IOT Group em comunicado.

De acordo com o site The Age, a usina a carvão Hunter Valley foi fechada em 2014 e planeja reiniciar o gerador no início de 2019.

A empresa entende as demandas da mineração com criptomoedas e espera tornar a usina ainda mais atraente para as empresas de tecnologia adicionando fontes de energia mais limpas, como energia solar ou baterias.

A mineração por criptomoeda é um processo incrivelmente poderoso. Envolve o uso de computadores com fome de energia para resolver problemas complexos, gerando quantidades intensas de calor e usando um pouco de eletricidade.

Bitcoin

Bitcoin (Foto: Livemint)

Como resultado, as mineradoras e as empresas de mineração estão à procura de eletricidade barata e operar de dentro de uma usina de carvão atende a essa exigência.

“Os processos operacionais de Blockchain usam muito poder de computação e energia”, segundo o diretor executivo do IOT Group, Sean Neylon.

Acredita-se que a demanda de energia da rede Bitcoin seja equivalente a toda a demanda de eletricidade da Dinamarca, cerca de 32 terawatts-hora por ano, ou cerca de 16% do consumo total de eletricidade da Austrália.

O problema aqui é que a eletricidade a carvão não é exatamente a fonte mais limpa de energia.

Um dos principais argumentos contra a mineração por criptomoeda, e uma razão pela qual países como a China estão buscando bani-la, é que a energia necessária gera muita poluição. Trazer de volta uma usina de energia suja e poluidora especificamente para a mineração com criptomoedas não parece ser a melhor solução a longo prazo para essa questão, mesmo que a empresa esteja explorando planos para energia mais verde no futuro.

Por este motivo pensar a longo prazo e estipular planos e metas severos para investimentos em energias limpas como solar e eólica pode ser mais viável. Todavia resta acreditar que estas adaptações tecnológicas para energias sustentáveis e limpas serão feitas… Caso contrário, espere por mais problemas.

Traduzido e adaptado de The Age.

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